Teoria aponta que ‘Rainha Virgem’ da Inglaterra morreu e foi trocada por um homem impostor
Elizabeth I já foi inúmeras vezes retratada em filmes e interpretada por atrizes como Cate Blanchett, Margot Robbie, Helen Mirren e Judi Dench
Elizabeth I foi uma das mais famosas monarcas da Inglaterra e ficou mundialmente conhecida por seu apelido de a Rainha Virgem, por sua bravura e, derrotar a toda-poderosa Armada Espanhola, por ter sido musa de William Shakespeare e por ter inspirado um grande número de séries e filmes, tendo sido interpretada por estrelas como Cate Blanchett, Margot Robbie, Helen Mirren e Judi Dench, entre outras. Contudo, uma teoria chocante pode colocar o ícone da realeza entre algumas das maiores conspirações da história.
A Rainha da Inglaterra e Irlanda era filha de Henrique VIII e de Anna Bolena e governou de 1558 até sua morte em 1603 período batizado de Era Elizabetana tamanha sua importância. Contudo, um rumor aponta que boa parte desse tempo quem esteve no trono foi um impostor que se passou pela Rainha.
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De acordo com a History Extra, revista da BBC que publicas artigos sobre a história britânica e de todo o mundo, uma ossada encontrada no ano de 1900 em uma sepultura misteriosa seria o indício de que Elizabeth I poderia de fato ter sido um homem. A própria rainha certa vez criou polêmica ao afirmar que “Sei que tenho o corpo de uma mulher fraca e frágil, mas tenho o coração e o estômago de um rei”.
De acordo com a revista, a conspiração real teve início quando Elizabeth tinha 10 anos e sofreu de uma doença mortal. Henrique VIII viajou para encontrá-la, mas não chegou a tempo de vê-la antes de seu último suspiro. Nesse período, o Rei estaria muito acima do peso e com o corpo repleto de feridas purulentas.
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Os cuidadores de Elizabeth, a governanta Lady Kat Ashley, e seu tutor, Thomas Parry ficaram aterrorizados com o que poderia acontecer com suas vidas caso o monarca ficasse sabendo da morte de sua herdeira – havia um grande peso sobre a importância de Elizabeth para a coroa e a possibilidade de casamentos para expansão do reino.
A ideia inicial da dupla era encontrar uma garota parecida com a então princesa e enganar o Rei sobre seu estado de saúde. Contudo, e contrariando qualquer raciocínio lógico, um menino foi escolhido para tomar o lugar de Elizabeth: um garoto chamado Neville que chegou a ser companheiro de classe da menina. Elizabeth teria sido enterrada em um caixão de terra na propriedade onde faleceu e Neville passou a receber um treinamento intenso para viver com maestria a sua nova identidade.
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A teoria, surgida em meados do século XIX, antecede muitas conspirações conhecidas do mundo pop, com as supostas mortes e substituição por sósias de famosos como a do Beatle Paul McCartney e a da cantora Avril Lavine. A lenda envolvendo Elizabeth I chegou a ser apoiada por gente como o lendário escritor Bram Stoker, autor de Drácula e teria nascido por conta do reverendo Thomas Keble, que descobriu o tal caixão de pedra durante uma reforma e, em seu interior, os restos mortais de uma menina usando trajes da casa Tudor, a família de Elizabeth.
Stoker chegou a publicar um livro sobre o assunto em 1910 chamado ‘Famous Imposters’, que continha a ‘A Lenda do Garoto de Bisley [região onde teria morrido a princesa]’. Neville seria um filho de Henry Fitzroy, fruto de um relacionamento proibido de Henrique VIII, o que lhe garantiria traços semelhantes aos da família real.
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O autor americano Steve Berry acredita que Elizabeth poderia estar dizendo a verdade literal — que ela tinha o coração de um homem, porque seu corpo era masculino. Quando a “princesa” chegou à adolescência, por exemplo, ela recebeu um tutor chamado Roger Ascham, que ficou intrigado com seu comportamento. Por outro lado, Elizabeth I — que viveu e morreu virgem — foi a primeira rainha da Inglaterra a encomendar um par de sapatos de salto alto e até inspirou Shakespeare. Ela chegou a dizer que os súditos deveriam sentir que o monarca era casado com o país em vez de um homem. Ela ficou conhecida pelo uso de maquiagem pesada e grandes perucas e era ordem expressa que ninguém a visse “desmontada”.
Após a morte de Elizabeth, em 1603, não houve autópsia, aumentando a lista de suspeitas dos historiadores ao longo dos anos. Ela não contou com a pompa de um funeral real e seus ossos foram enterrados junto aos de sua irmã na Abadia de Westminster. O túmulo onde seu corpo repousa nunca foi aberto, mas há quem peça a exumação da cripta para a realização de uma prova.
A historiadora Tracy Borman, contudo, não acredita na veracidade da história, e argumenta que a corte fazia registros do ciclo menstrual da rainha para atestar sua fertilidade e a possibilidade de gerar herdeiros, sendo inclusive analisada por médicos que poderiam colocar a mentira em xeque.